segunda-feira, 30 de março de 2015

A força suprema

Dois garotos brincavam na praia, quando avistaram um objeto flamejante cair a alguns metros. Se aproximaram e encontraram uma pedra ainda em brasa no meio de um amontoado de pedras. Era algo diferente de tudo o que já haviam visto. Parecia uma rocha, mas era totalmente negra e conforme o fogo interior se esvaía, ficava reluzente, tamanho o lustro.

_ Será que é e outro planeta - perguntou o mais moreno, Felipe.

_ Deve ser um meteoro - disse o mais claro, Alex.

_ Então é de outro planeta.

_ Claro que não, é apenas uma rocha do espaço.

_ Não se chama asteroide?

_ É tudo a mesma coisa.

_ Será que vale algum dinheiro, tipo, se a gente vender para o planetário?

_ Pode ser. Mas a gente tem de levar ele daqui. Senão alguém encontra.

 _ Será que é muito pesado? - indagou Alex se acercando do objeto.

_ Deve estar quente ainda.

_ Vamos esperar esfriar então.

_ Será que demora?

_ Só uns minutinhos.

Passado algum tempo, Alex disse:

_ Vamos testar?

Cada um se postou e um lado da pedra e a tocou quase ao mesmo tempo. Estava morna. Fizeram força para levantá-la, mas assim que a ergueram do chão um raio foi emitido de seu interior e percorreu os corpos dos dois garotos, que  eixaram cair novamente, atordoados. Felipe tentou dizer algo, mas caiu desmaiado. Esbaforido, Alex tentou reanimá-lo, sem sucesso. Quis correr para pedir ajuda, mas se lembrou da pedra e, não querendo que mais ninguém soubesse de sua existência achou melhor arrastar Felipe para longe dali e só então pedir socorro. Colocou as mãos por sob suas axilas e o ergueu. Percebeu que ele era muito mais leve do que pensava e o pegou no colo. O carregou para longe dali sem o menor esforço, como se ele não pesasse sequer um quilo.





terça-feira, 24 de março de 2015

Se envolvendo com a política

Após a partida de Eduardo só me restou reinar a minha raça. Como se fosse pouco, não é? Comandar uma raça de super-humanos não é tarefa fácil. Mesmo tendo neutralizado os anômalos e feito um acordo de paz com meu irmão, ainda não me sinto seguro em revelar nossa verdadeira natureza á humanidade. Os planos de Zax eram o de dominar os humanos após a minha ascensão, já que meu poder é grandioso demais e a raça humana não conseguiria criar resistência. Mas seria uma missão suicida. Eles tem a bomba atômica e mesmo que essa arma não  seja capaz de me ferir, algo do qual não estou certo, de quem adiantaria reinar um mundo desolado, sem seres humanos para escravizar e com poucos espécimes sobreviventes da minha raça?

Não, as coisas precisam ser feitas com mais cautela. Preciso ter acesso aos centros do poder e só depois de ter todas as potências em minhas mãos me revelarei à humanidade. E o primeiro passo não pode tardar. Através de Henrique fiz contato com Dennison, um poderoso empresário americano com fortes ligações no governo. É claro que Dennison é um supre, já teve seus poderes ativados e não tem nenhum escrúpulo em utilizá-lo. Mas enquanto para Zax ele foi apenas uma fonte de renda para engordar os fundos da Irmandade, para mim ele representa influências. E é atrás dele que estou indo.  É a primeira vez que visito os Estados Unidos, mas estou acompanhado de meu amigo Henrique, que está me ciceroneando por esse país incrível.






Se casando com um supre

Muita coisa mudou em minha vida depois que me casei com Vitor. Depois de sair de um relacionamento abusivo com Celso, que me espancava pelos motivos mais insignificantes, um marido carinhoso era tudo de que eu precisava. No começo fiquei meio receoso. Apesar de em nossa amizade ele nunca ter demonstrado nenhum tipo de agressividade, pelo contrário, sempre me tratando com um cuidado especial, achei que passando a pertencer a ele de papel passado as coisas poderiam mudar, nem que fosse um pouco. Achei que ele se tornaria mais ríspido. Já vi muito isso, supres dando broncas assustadoras em seus namorados. Meu amigo Gabriel é um exemplo disso. Mas Vitor foi um doce. Me pegava em seus braços monstruosos com uma incrível delicadeza. Me senti protegido em meio a todos aqueles músculos. O curioso é que na rotina doméstica ele sempre deixou evidente sua superioridade física. Abria vidros de palmito com uma facilidade humilhante, me carregava no colo para o quarto e quando uma moeda caía debaixo de  algum modo pesado, o erguia sem nem franzir a testa. Eu sei que, apesar sua afabilidade, ele era cruel em seu trabalho. Às vezes ouvia as surras que ele dava em algum subalterno ineficiente e voltava para o quarto rosnando suavemente, com o corpo deliciosamente suado e a musculatura inchada. Mas ele passava direto, tomava seu banho e só depois que estivesse voltado ao seu temperamento habitual se aconchegava junto de mim.  Mas vez ou outra eu sentia um pouco daquela energia destrutiva emanar de seu corpo. Era muito excitante, mesmo sabendo o perigo que havia debaixo de toda aquela bela aparência.

Vitor até que estava se saindo bem dentro da Irmandade, mas ainda tinha muitas fraquezas humanas. Não tinha o pulso firme necessário para comandar seus soldados e por isso recebia frequentemente reprimendas de Paulo, seu superior imediato. Eu os ouvia conversando lá embaixo e sabia que meu marido estava numa situação complicada quando o tom de voz de Paulo se elevava. Sua posição era instável, ainda tinha muito o que provar e se nãos e tornasse um líder rigoroso, corria o risco de ser rebaixado. Eu não sei o que seria de nós de isso acontecesse. Nossa casa ainda era da Irmandade, ele teria de trabalhar muito para pagá-la. Possivelmente teríamos de morar num lugar bem mais modesto, sem a segurança que havia ali. Com ele por perto não havia perigo, mas quando ele saía eu ficaria desprotegido, não fosse os garotos que faziam segurança ali. Eram excelentes rapazes, com quem me sentia seguro e de quem ficara amigo.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Brincadeiras macabras

Eles eram quatro rapazes que invadiram um condomínio e fizeram as famílias de refém. Era impressionante como quatro garotos aparentemente inofensivos renderam tantos homens sem nenhuma arma. Eram incrivelmente fortes. Um deles, Michael, o líder, quebrou a perna de um dos moradores com um chute. E isso foi apenas o início do terror. Submeteram as pessoas a diversas torturas e deliravam com o seu sofrimento. Estreitavam as vítimas em seus braços e quebravam seus ossos, pisavam sobre eles, esmagando-os como se fossem paçocas e arrancavam partes de seus corpos com as próprias mãos. Não poupavam ninguém, nem mulheres e nem crianças. E esse foi seu maior erro. Quebraram a maior regra da raça supre, a de matar apenas homens. Extremamente fortalecidos com o massacre, conseguiram escapar de seus perseguidores, que queriam fazer justiça. Voaram distâncias extremas, mas não havia lugar seguro.  Até se esconderem num local desolado. E lá encontraram Libis.














sábado, 21 de março de 2015

Libis volta à ativa

Meu nome é Libis. Após a grande revolta fui gravemente ferido e vivi por séculos numa caverna, sem nenhum ser humano próximo do qual me alimentar e assim recuperar minhas forças. Mas um dia um geólogo se aventurou dentro daquele lugar e somente sua presença me fortaleceu. Pude me erguer aos tropeções e balbuciar algumas palavras. Ele se assustou ao me ver, mas eu não podia lhe oferecer perigo. Ainda. Que diferença daquele conquistador que transformava os humanos em seus súditos com a facilidade de alguns gestos. Agora precisava me aproximar dessa criatura insignificante, ganhar sua confiança, me alimentar aos poucos de sua energia sem que ele percebesse e quando estivesse forte o suficiente, dar-lhe o bote, esmagando-os entre meus músculos e deixando que o alimento etéreo escorresse para dentro de minhas células. O rapaz me levou para fora, me acomodou em um enorme veículo e me deu água. Como se fosse isso que me tornaria mais forte. Mas não posso negar que a sensação era maravilhosa. Ele me examinou, procurando ferimentos, tocou em minha perna, para verificar se estava quebrada, sem ter noção de que dezenas de humanos tinham se delirado ao encostar as mãos nelas, nas cerimônias de idolatria. Me perguntou o que havia acontecido, mas eu me abstive de responder. E ele, para poupar as minhas forças, deixou de me questionar, dizendo que me levaria para um hospital. Eu precisava subjuga-lo antes que ele chegasse à cidade. Não sabia o que poderia acontecer quando o sugasse ou a outras pessoas. Estava sem controle algum sobre minhas habilidades e poderia adquirir minha forma monstruosa na frente de outras pessoas. Não queria isso. Poderia ser encarcerado num hospital e virar objeto de experiências daquela raça desprezível. Não. O bote tinha de ser agora. Ele não teria a menor chance, afinal era só um verme. A partir do momento em que o agarrasse, sua força seria sugada e à medida que ele ficasse mais fraco, eu me fortaleceria. Ele teria talvez alguns segundos de vantagem, que não seriam o bastante para me render. E quando ele tocou numa chave e fez o veículo emitir um barulho assustador, eu o ataquei. Nunca agarrei uma vítima de modo tão desajeitado. Para um humano ele era forte. Resistiu bravamente ao meu aperto e quase escapou de meus braços, mas senti seu corpo amolecer assim que absorvi sua energia num contato direto. O impacto da força vital me deixou tonto por um instante, mas me recuperei antes que ele pudesse se aproveitar desse deslize. Nunca notei que a diferença entre sugar a presença vital à distância e a absorção por contato físico era tão grande. Também, com a força que eu tinha, tudo o que eu sugava fazia uma diferença mínima. Mas eu recuperaria todo o meu poder. Ao secar o corpo do rapaz estava pronto para atacar qualquer ser humano sem receio. Emiti um rosnado que ecoou pelo silêncio daquele lugar odioso. O rapaz estava morto e o carreguei até  a caverna, onde arranquei suas roupas e o abandonei. Vestido com aqueles esquisitos trajes modernos parti dali, correndo com uma velocidade que me fez o vento bater maravilhosamente pelo rosto. Não tinha forças para voar, mas logo encontraria outra vítima pelo caminho e não tardaria para que eu encontrasse meu reino e voltasse a dominá-lo.



sexta-feira, 20 de março de 2015

Libis, o primeiro tirano

Libis
Ele é o verdadeiro pai da raça supre. Porém pouco se sabe sobre seu destino. Desapareceu após uma revolta de seu povo, mas seus descendentes povoam até hoje o planeta Terra. Mas há rumores de que está vivo. E com todo o seu poder, Alex que se cuide. É a única criatura capaz de destronar o rei. Porém, caso ele esteja vivo, nada se sabe sobre seus planos. Pode tanto se aliar a Alex, quanto a Eduardo, quanto a Victorius, ou agir sozinho, destruindo a todos.