Após a partida de Eduardo só me restou reinar a minha raça.
Como se fosse pouco, não é? Comandar uma raça de super-humanos não é tarefa
fácil. Mesmo tendo neutralizado os anômalos e feito um acordo de paz com meu
irmão, ainda não me sinto seguro em revelar nossa verdadeira natureza á
humanidade. Os planos de Zax eram o de dominar os humanos após a minha ascensão,
já que meu poder é grandioso demais e a raça humana não conseguiria criar
resistência. Mas seria uma missão suicida. Eles tem a bomba atômica e mesmo que
essa arma não seja capaz de me ferir,
algo do qual não estou certo, de quem adiantaria reinar um mundo desolado, sem
seres humanos para escravizar e com poucos espécimes sobreviventes da minha
raça?
Não, as coisas precisam ser feitas com mais cautela. Preciso
ter acesso aos centros do poder e só depois de ter todas as potências em minhas
mãos me revelarei à humanidade. E o primeiro passo não pode tardar. Através de Henrique
fiz contato com Dennison, um poderoso empresário americano com fortes ligações
no governo. É claro que Dennison é um supre, já teve seus poderes ativados e
não tem nenhum escrúpulo em utilizá-lo. Mas enquanto para Zax ele foi apenas
uma fonte de renda para engordar os fundos da Irmandade, para mim ele
representa influências. E é atrás dele que estou indo. É a primeira vez que visito os Estados Unidos,
mas estou acompanhado de meu amigo Henrique, que está me ciceroneando por esse
país incrível.
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